Joana com Sapo On The Hop

Já dizia o Marco Paulo "Oh Joana , pensar que estivemos tão perto!" E estamos! Perto dos acontecimentos, perto dos eventos. SAPO e Joana Alves em missão de cobrir eventos por esse país fora. Fica On the Hop

Domingo, 14 de Agosto de 2011

SURFADA NOCTURNA NA PRAIA DE CORTEGAÇA

Surfada nocturna é o grande evento do festival na vila do surf em Cortegaça, que trouxe até à praia muitos admiradores do surf, pessoas de todas as gerações que provam que este desporto não tem idade. Apesar de começar umas horas atrasado devido ao nevoeiro que se fazia sentir na praia, o número de surfistas em mar e a quantidade de espectadores revelaram o total sucesso desta iniciativa.

Num festival de “emoções e experiências” como descreveu Nuno Amaro da organização do SAN, foram diversas as actividades que este proporcionou a quem o visitou. Desde o torneio de futebol, ás aulas de surf e skate ou a zona fitness e de saúde e bem-estar.

Esta 4ª edição é “afirmação do Surf at night”, com mais pessoas do que as outras edições, que foram recebidas com um programa mais vasto e com melhores condições de campismo.

Nuno Amaro fez ainda questão de lembrar a luta que o festival se alia na defesa da orla costeira e no apoio à construção de reefs artificiais para proteger a costa marítima, ao mesmo tempo que assegura condições para a prática do surf.

Depois do workshop de “Shape”, Luís F. Bento, mais conhecido por Lufi, disse que “cada ano o SAN está melhor, e que para o ano será melhor ainda”. Acha este evento “único e incrível” e não só como surfista mas também como pessoa, apoia a causa da defesa ambiental, “sem costa não temos sítio para habitar, ainda não temos guelras!”. Para isso é preciso lutar e juntar-se a estas iniciativas na defesa do mar e para preservar este desporto.

Com espectadores de todas as gerações Lufi lembrou que “o surf não tem idade”, daí também a presença de escolas de surf e skate neste festival. Terminou lançando um repto “desafio todos a experimentar, o difícil é depois largar”.

Depois fez-se ao mar, com uma prancha cheia de luzes que se destacava na praia de Cortegaça onde estavam os outros surfistas convidados a desfrutar desta surfada nocturna.

O Sapo on the hop falou também com Teresa Abraço, uma surfista convidada que vêm pela primeira vez ao SAN e que acha esta experiência diferente do comum “já somos tantos surfistas, quem sabe esta forma de surfar será uma alternativa para dar mais dinâmica ao desporto!”.

Teresa Abraço falou-nos ainda de como é ser uma mulher no surf: “há 20 anos era mais difícil, pelos preconceitos, hoje é mais fácil. É preciso quebrar preconceitos e abrir portas.”

Contudo é necessário uma boa gestão do tempo, antes académico, hoje profissional.” Assim, os fins-de-semana são dedicados às ondas e uma ou outra manhã em que se acorde muito cedo.

Esta surfada nocturna, “um evento único no mundo” como referiu Nuno Amaro, foi o presságio da noite espectacular que viria a seguir com os concertos de Xibata, Bezegol e FUNKyou2.

publicado por Joana - On the Hop às 20:31

SURF AT NIGHT | 13 DE AGOSTO

Depois do ritmo aquecido por Xibata o mestre Bezegol subiu ao palco para tocar para a maré de público que o aguardava, num concerto com uma troca intensa de vibrações entre a banda e o público, com temas cantados em coro como “Tempo”, chuva de isqueiros no tema “Fire” e muita dança reggae.

 

Em conversa com o sapo on the hop o rude boy Bezegol estava contente com o concerto, no segundo ano que vem ao Surf at Night, mas desta vez com a banda: “foi como tocar casa”.

Com um público animado, a banda trouxe músicas de amor e contestação social, que muito traduzem as vivências e as dificuldades dos portugueses em geral.

Apesar de músicas como “Fora de lei” não terem sido criadas com conotação política, acabam por transmitir a opinião de quem se importa com a política, com as injustiças sociais. Como cidadão, como pai, como trabalhador, Bezegol sente os problemas do dia-a-dia e criar músicas sobre este assunto é como “expulsar demónios” é como afirmar uma opinião.

Por outro lado referiu que “daqui a 3 anos esta música pode fazer sentido, e isso preocupa-me”, sabe que não vai conseguir mudar o mundo com isto mas se mudar alguma coisa já é bom.

As dificuldades de um músico em Portugal também foram faladas, desde os custos de edição de um CD e as dificuldades de entrar no grande mercado e competir com a música mais comercial, mas ficou garantido que de uma forma ou de outra a música vai continuar a ser feita, editada em CD ou divulgada na internet como o tema “fora da lei” um dos sucessos do concerto.Sobre a situação do reggae em Portugal diz que o mais fácil acesso á informação e à música em geral, ajudou a espalhar a mensagem e conseguir mais admiradores, ao mesmo tempo que traz mais responsabilidade quando escreve as letras. Relembrou que há espaço para todo o tipo de música, “o importante é saber respeitar o espaço de cada um”.

Ficou ainda aponte que todos os meses no Armazém do Chá podemos ouvir o som de Bezegol (próximo dia 23 | SETEMBRO) e também pela Antena 3 com Rude Boy sound.

O concerto teve um final molhado, com a chuva aparecer de mansinho, mas ficou marcado pelos encores de “Fora da lei” e “Rude Sentido”. O Dj Ride deu continuidade ao reggae por mais um tempo, mantendo o público aquecido.

A noite terminou com os FUNKyou2 que trouxeram à vila do surf outras sonoridades mais pop e os grandes bits deste verão.

publicado por Joana - On the Hop às 06:04

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